segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

LUCIDEZ E CORAGEM NÃO TÊM IDADE


Oscar Niemeyer
104 anos
" PROJETAR BRASÍLIA PARA OS POLÍTICOS QUE VOCÊS COLOCARAM LÁ, FOI COMO CRIAR UM LINDO VASO DE FLORES PRÁ VOCÊS USAREM COMO PINICO. 
HOJE EU VEJO, TRISTEMENTE, QUE BRASÍLIA NUNCA DEVERIA TER SIDO PROJETADA EM FORMA DE AVIÃO, MAS SIM DE CAMBURÃO" 
O autor:  Oscar Niemeyer Soares Filho:
Amante das curvas, revolucionou a arquitetura mundial com a beleza, leveza e inventividade de suas obras numa época em que imperava o rigor técnico. Nasceu no Rio de Janeiro e se formou pela Escola Nacional de Belas-Artes (1934). Como estagiário no escritório de Lúcio Costa, integrou em 1936 a equipe de arquitetos que colaborou com Le Corbusier – a grande influência de sua vida – na construção do edifício do Ministério da Educação, hoje Palácio da Cultura, do Rio de Janeiro, um marco da moderna arquitetura brasileira. Aos 35 anos, desprezando deliberadamente os ângulos retos e a arquitetura racionalista feita de régua e esquadro, penetrando com desenvoltura no espaço de curvas e retas que o concreto armado oferece, surpreendeu o Brasil e o exterior com os imprevisíveis e criativos prédios do Conjunto da Pampulha (MG). Em 1939, de novo ao lado de Lúcio Costa, trabalhou no projeto do pavilhão brasileiro na Feira Internacional de Nova York. Em 1947, ganhou por unanimidade o concurso para a construção da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Seguindo sempre a linha de liberdade plástica e invenção arquitetural, de 1956 a 1959 dedicou-se à construção de uma das mais arrojadas obras de urbanismo e arquitetura do século: Brasília. Respeitando o Plano Piloto de Lúcio Costa, realizou os principais prédios: os palácios da Alvorada e dos Arcos, os ministérios, a Praça dos Três Poderes, a catedral, a universidade e os blocos residenciais. Durante a ditadura, foi forçado a deixar o país e exilou-se na França, devido à sua ligação com o Partido Comunista. Criou diversos projetos em vários países: Alemanha, Argélia, Cuba, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel, Itália, Líbano, Portugual, Venezuela, cidade de Neguev e Turim. Na França, De Gaulle e Malraux elaboraram uma lei especial para permitir que trabalhasse no país por toda a vida. No final dos anos de 1960, retornou ao Brasil e passou a lecionar na Universidade do Rio de Janeiro. Nos anos de 1980, mantendo o jogo harmônico de volumes e grandes espaços livres e abdicando dos detalhes menores, ergueu em São Paulo o monumental Memorial da América Latina.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O essencial é saber ver.

Por 
Antônio Caeiro






O essencial é saber ver, mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida, isso exige um estudo profundo, aprendizagem de desaprender.
Eu prefiro despir-me do que aprendi, eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desembrulhar-me e ser eu.

Sobre o autor: Heterônimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro é considerado como o Mestre Ingênuo de suas múltiplas personalidades poéticas. É ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lev Tolstoi (1828–1910) in an 1884 portrait by Nikolai Ge (1831–1894)
Por 
Liev Tolstoi


"'O que fazer?', é o que se perguntam, em unanimidade, os poderosos e os subjugados, os revolucionários e os activistas sociais, entendendo sempre com essa questão o que os outros devem fazer; ninguém se pergunta quais são as suas próprias obrigações."






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Criatividade segundo Scott Adams



Eu me pergunto se a melhor maneira de matar a criatividade é incentivá-la. Esta noção terá alguma explicação. As pessoas criativas, literalmente, não podem parar-se de criar. É uma forma de TOC. Não há nenhuma maneira de parar a criatividade a menos que você mate as pessoas que a têm. Criadores vão mudar de emprego, desafiar o governo, se deslocar para outros países e fazer o que eles precisam para aflorar a criatividade. Esse é o meu primeiro ponto: A criatividade é como um furacão.

Sobre o autor: Raymond Scott Adams (nascido em 08 de junho de 1957) é o criador americano do cartum Dilbert e obras de não-ficção compostas de sátiras , comentários, negócios e especulação geral.
A série Dilbert ganhou destaque nacional durante nos anos 1990 na América, e em seguida foi distribuído em todo o mundo. Um ex-funcionário de grandes empresas, ele se tornou um cartunista em tempo integral em 1995. Adams escreve em um satírico , muitas vezes sarcástica maneira sobre a paisagem social e mental dos trabalhadores de colarinho branco em empresas modernas.

Texto baseado em postagem de 20 de setembro de 2011 no Blog: http://dilbert.com/blog/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

GANDHI




Que diferença faz para os mortos, para os órfãos e para os excluídos, se a destruição se deu em nome da tirania ou em nome da liberdade?
 Gandhi (1869-1948) foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução

domingo, 28 de agosto de 2011

O futuro se tornou...




O futuro se tornou a região do horror, e o presente se converteu num deserto. As sociedades liberais giram, giram, mas não avançam, só se repetem. Se mudam, mas não se transfiguram. O hedonismo do Ocidente é a outra face do seu desespero;  O lugar vazio deixado pelo cristianismo nas almas modernas não foi ocupado pela filosofia, mas pelas superstições  grosseiras. Nosso erotismo é uma técnica, não uma arte ou uma paixão.
Sobre o autor: Octavio Paz
Octávio Paz Lozano foi um poeta mexicano, nascido na Cidade do México, em 1914, e faleceu em 1998. Foi notabilizado por seu trabalho prático e teórico no campo da poesia moderna ou de vanguarda.  Recebeu o Nobel de Literatura de 1990 , é considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos.
Extraído do site Porvocações: